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- A imprensa e o dever da verdade | Casa Matinas
A imprensa e o dever da verdade Capa Dura R$ 64,99 Loja parceira: UmLivro < Voltar Descrição Texto imprescindível sobre a ética e a independência da imprensa, escrito em 1920 por Rui Barbosa, ele mesmo diretor de redação e colaborador ativo dos periódicos do Império e da Primeira República. Homem de notório interesse público, o advogado, tribuno, político e intelectual considerava-se sobretudo um jornalista, “a mais nobre das profissões”, como ele afirma neste A imprensa e o dever da verdade — uma das mais lidas e estudadas reflexões sobre a imprensa no Brasil. A época de Rui Barbosa são os anos em que os jornais passam a influenciar profundamente a vida das pessoas e, por isso, ele via no jornalismo não só uma fonte de informação, mas também um papel civilizatório. As primeiras décadas da República no Brasil foram marcadas por inúmeros embates com e entre os jornais (veja o livro A imprensa na década republicana , de Carlos de Laet, também publicado pela casa matinas ). Havia proibições e censuras, além de violência física contra jornalistas e empastelamentos de redações e oficinas dos periódicos. Não faltava também a suspeita de compra de jornais e jornalistas por quem estava no poder — confessada inclusive pelo ex-presidente da República, Campos Salles. Este é um dos temas centrais de Rui Barbosa neste livro. “Um país de imprensa degenerada ou degenerescente é, portanto, um país cego e um país miasmado, um país de ideias falsas e sentimentos pervertidos, um país, que, explorado na sua consciência, não poderá lutar com os vícios, que lhe exploram as instituições”, diz ele. E complementa: “Não há, para qualquer sociedade, maior desgraça que a de uma imprensa deteriorada, servilizada ou mercantilizada”. Escrita para ser lida em conferência em prol do Abrigo dos Filhos do Povo, de Salvador (BA), A imprensa e o dever da verdade é considerada — ao lado de Oração aos moços , outra conferência dele, da mesma época — uma das peças mais importantes do legado intelectual e moral deixado por Rui Barbosa. AUTOR ISBN PÁGINAS Rui Barbosa 9786583744203 89
- Presença de Santa Teresinha: Uma peregrinação lírica | Casa Matinas
Presença de Santa Teresinha: Uma peregrinação lírica Capa Dura R$ 54,99 Loja parceira: UmLivro < Voltar Descrição Devoto de Santa Teresinha, Ribeiro Couto, poeta e autor do romance Cabocla , visita a cidade francesa de Lisieux, onde fica o Carmelo da jovem mística, para agradecer a cura de sua tuberculose. Ribeiro Couto (1898-1963) diz que Santa Teresa de Jesus e da Santa Face ou Santa Teresa de Lisieux, como também é conhecida, “mais do que qualquer outra pessoa celeste, é essencialmente cotidiana”. Santa da suprema humildade. Santa das rosas. Marie-Françoise-Thérèse Martin entrou para o Carmelo (onde já estavam suas duas irmãs mais velhas) aos 15 anos, quebrando as regras que só permitiam à ida para o convento a partir dos 21 anos. É conhecido o episódio dela, menina, ajoelhando-se em Roma aos pés dos papa Leão XVIII e implorando pela autorização para se internar no Carmelo. Lá, com a saúde frágil, ela fazia as tarefas duras, como varrer o pátio e retirar as ervas daninhas do jardim. Mesmo antes de ser canonizada pelo papa Pio XI, em 1925, ela já era adorada pelos franceses que reconheciam a força da sua espiritualidade. Em 1997, foi proclamada Doutora da Igreja pelo papa João Paulo II, e o papa Francisco, que era admirador, tem uma rosa branca periodicamente renovada em seu túmulo em homenagem à santinha, como também é conhecida entre nós. No prefácio desta obra, Elvia Bezerra, especialista em Ribeiro Couto, lembra que a santa só é conhecida pelo diminutivo afetivo, Teresinha, no Brasil — e que Couto afirma que ela “anima a alma do leitor com a sua superior vontade de realização”. Elvia relembra também que outro poeta, Manuel Bandeira, aliás grande amigo de Couto, fez um poema para ela, Oração a Teresinha do Menino Jesus . Ao final de sua peregrinação lírica por Lisieux, na Normandia, Ribeiro Couto escreve: “Vou pelas ruas transido de inquietação. Tenho a incerta lembrança de haver aberto janelas; de dentro voaram palavras, segredos, demônios. Meu Deus, que fiz eu?” AUTOR ISBN PÁGINAS Ribeiro Couto 9786583744296 76
- O jornalismo como gênero literário | Casa Matinas
O jornalismo como gênero literário Capa Dura R$ 59,99 Loja parceira: UmLivro < Voltar Descrição Uma obra de referência sobre o Jornalismo Literário; o autor, pensador erudito e intelectual engajado nas grandes questões de seu tempo, faz um amplo painel dos gêneros literários, entre os quais inclui o tipo de jornalismo que trabalha sua escrita com “ênfase no meio de expressão”. Escrito em 1958, o ensaio de Alceu Amoroso Lima, que também assinava com o pseudônimo de Tristão de Athayde, participa de uma longa tradição nos estudos brasileiros das relações entre jornalismo e literatura – o Brasil é um dos países onde o Jornalismo Literário tem presença ampla. Sua observação de que “o destino da liberdade, em nossos dias, está intimamente ligado aos destinos da imprensa”, permanece atualíssima quase 70 anos depois, quando o mundo vive sob o império das fake news e da desinformação das redes sociais. Vislumbrando a polarização para a qual a humanidade se encaminharia nas décadas seguintes, ele afirma que o sectarismo é deformante, “tanto o sectarismo governista como o sectarismo oposicionista. Tanto o sectarismo da esquerda como o sectarismo da direita”. Apoiando-se em estudos filosóficos de estética, da classificação dos gêneros literários e das ideias de autores como o escritor francês André Gide e o crítico brasileiro Antônio Olinto, um dos pioneiros no estudo das conexões entre literatura e jornalismo no país, O jornalismo como gênero literário é um clássico sobre o tema. Alceu Amoroso Lima (1893-1983), um dos principais pensadores católicos do Brasil, foi crítico literário, jornalista, professor, diplomata, autor de cerca de 70 livros e membro da Academia Brasileira de Letras; teve atuação firme como opositor ao cerceamento da liberdade por parte da ditadura militar do período 1964-1985. Ganhou o Prêmio Jabuti de personalidade literária em 1979. Uma de suas formulações mais conhecidas é: “Os solitários são os verdadeiros mestres da sociabilidade, pois o amor ao próximo nutre-se dos frutos do deserto. E se o silêncio é a voz de Deus, a solidão é a sua presença”. AUTOR ISBN PÁGINAS Alceu Amoroso Lima 9786583744081 82
- Waly Salomão é uma VOZ ALTA | Casa Matinas
Waly Salomão é uma VOZ ALTA Capa Dura R$ 79,99 Loja parceira: UmLivro < Voltar Descrição José Simão escreve suas memórias de quarenta anos de profunda amizade e colaboração criativa com o poeta, letrista, diretor de shows históricos e livre pensador cultural Waly Dias Salomão. Nos anos 1970 — época da contracultura, da poesia marginal e das chamadas dunas da Gal na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, e também de violenta repressão pela ditadura cívico-militar — o paulistano José Simão encontra o baiano Waly Salomão (que à época assinava Sailormoon) e passam a viver uma intensa atividade conjunta na vida e na criação artística. Simão está na antológica foto, feita por Ivan Cardoso, da capa do livro de estreia de Waly, Me segura qu’eu vou dar um troço , de 1972, marco da poesia independente brasileira. Simão colaborou ainda no Super 8 ALFA ALFAVELLA VILLE e no poema visual com o mesmo tema na praia de Copacabana, durante o lançamento da fundamental revista Navilouca . Simão recorda-se das apresentações de FA-TAL, o show de Gal Costa dirigido por Waly Salomão, marco da contracultura brasileira (nele a cantora interpretava uma das canções fundamentais do seu repertório, Vapor Barato , que tem letra de Waly e música de Jards Macalé), de Maria Bethânia, dos artistas Hélio Oiticica e Luciano Figueiredo, de Jorge Salomão (irmão de Waly), dos poetas Antônio Cícero e Torquato Neto, do compositor e cantor Luiz Melodia, de Antonio Salomão, sobrinho de Waly, com quem foi casado, entre outras e outros. Descendentes de árabes, eles viveram na Bahia durante parte dos 70 e dos 80, foram algumas vezes juntos a Jequié, cidade natal de Waly Salomão, passaram por momentos de muito de medo durante os momentos mais difíceis da ditadura. Quando saiu da prisão, em São Paulo, por porte de maconha, Waly foi diretamente se encontrar com Simon, como ele chamava o amigo. José Simão revela ainda que Waly tinha o projeto de escrever um poema longo, influenciado pelos Cantos , de Ezra Pound, e inspirado pelo rio da sua aldeia, como diria Fernando Pessoa, o Rio das Contas. AUTOR ISBN PÁGINAS José Simão 9786583744487 136
- Cale-se: 70 dias que abalaram São Paulo | Casa Matinas
Cale-se: 70 dias que abalaram São Paulo Brochura R$ 79,99 Loja parceira: UmLivro < Voltar Descrição Uma reportagem que descreve os 70 dias que abalaram São Paulo em 1973, desde o assassinato do estudante Alexandre Vanucchi Leme ao show em que Gilberto Gil canta a música proibida Cálice, desafiando o regime militar. Minhoca (nome de guerra do estudante), é sequestro, torturado e morto no DOI-CODI; o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns reza a missa de 7º dia e é acusado de quase provocar um “banho de sangue”; Chico Buarque e Gilberto Gil são proibidos de cantar Cálice, no mesmo festival em que as cantoras Maria Bethânia e Gal Costa protagonizam um beijo sáfico, de grande repercussão; diante do enorme número de prisões de estudantes, renasce o movimento estudantil; Gil, em um gesto de rebeldia civil, canta a música proibida em show histórico. Esses 70 dias são minuciosamente descritos nessa versão atualizada de Cale-se, reportagem de Caio Túlio Costa -- vencedor, em 2009, do Prêmio Jabuti com o livro Ética, jornalismo e nova mídia. 1973 foi um dos anos mais violentos da repressão militar na capital paulista; como reação, os estudantes passaram a se organizar e a se articularem com a sociedade civil, em movimento que, anos depois, levaria às campanhas pela anistia e pelas eleições diretas para presidente da República. O livro mostra como os estudantes se organizaram para defender os direitos humanos, as dores e traumas dos familiares de seus colegas torturados e mortos, o modus operandi dos policiais do DOI-COD, a utilização de “cachorros” (militantes de esquerda que passaram a ser informantes da repressão), uma inusitada correspondência entre Dom Paulo e o ministro da Educação da Ditadura, Jarbas Passarinho, as querelas sobre arte e política entre os estudantes e os “tropicalistas”, o início do chamado período do “desbunde”, dos movimentos alternativos, e das afirmações LGTB. Em narrativa inovadora, Caio Túlio Costa se vale de um recurso do jornalismo literário, a utilização de diálogos, que acentuam a dramaticidade e o clima de medo que reinava no período descrito pelo livro. AUTOR ISBN PÁGINAS Caio Túlio Costa 9786583744012 288
- Vietnã do Norte: Advertência aos agressores | Casa Matinas
Vietnã do Norte: Advertência aos agressores Brochura R$ 59,99 Loja parceira: UmLivro < Voltar Descrição Antonio Callado, autor de Quarup , foi o único jornalista da América Latina a entrar no Vietnã do Norte, em 1968, ano mais violento da Guerra do Vietnã. Celebra-se, em 2025, os cinquenta anos do final da guerra que acabou em acachapante humilhação para a maior potência militar de todos os tempos, o exército americano, derrotado pelas forças regulares, as milícias e a população, na maioria camponesa, de um país pequeno e pobre, com parcos recursos bélicos. A saga do povo norte-vietnamita e seus aliados vietcongs é uma das maiores façanhas da História. Observador perspicaz, narrador fino e irônico, expoente do jornalismo literário em língua portuguesa, Antonio Callado, fica bastante impressionado com o que vê no calor dos fatos acontecendo: enquanto os EUA bombardeavam o Norte do país em uma intensidade jamais vista, uma das mais originais experiências humanas se construía: o papel preponderante da mulher – inclusive na luta armada –, a alfabetização da população em curto espaço de tempo, a originalidade do socialismo à Ho Chi Minh. A população norte-vietnamita se autoimpôs três tarefas para cada indivíduo: a produção de comida, a alfabetização e a guerra contra a invasão americana. No espaço de trinta anos, o Vietnã expulsou de seu território os japoneses, os franceses e os americanos, levando o Autor a chamar os cidadãos e as cidadãs do país de “profissionais da independência”. O jornalismo de Callado tinha um profundo senso de justiça social, a ponto de ele declarar, anos depois do lançamento de Vietnã do Norte – Advertência aos invasores: "Não fui ao Vietnã para descobrir quem tinha razão. Isso eu já sabia”. Além de Quarup, A madona de cedro e Bar Don Juan , entre outros, Antonio Callado é autor de um dos mais importantes romances políticos brasileiros, Reflexos do baile ; é também dramaturgo, autor de peças como Pedro Mico. Sua jornalística inclui ainda O esqueleto na lagoa verde (Companhia das Letras), um clássico do jornalismo literário brasileiro. AUTOR ISBN PÁGINAS Antonio Callado 9786583744036 122
- Vietnã do Norte: Advertência aos agressores | Casa Matinas
Vietnã do Norte: Advertência aos agressores Capa Dura R$ 79,99 Loja parceira: UmLivro < Voltar Descrição Antonio Callado, autor de Quarup , foi o único jornalista da América Latina a entrar no Vietnã do Norte, em 1968, ano mais violento da Guerra do Vietnã. Celebra-se, em 2025, os cinquenta anos do final da guerra que acabou em acachapante humilhação para a maior potência militar de todos os tempos, o exército americano, derrotado pelas forças regulares, as milícias e a população, na maioria camponesa, de um país pequeno e pobre, com parcos recursos bélicos. A saga do povo norte-vietnamita e seus aliados vietcongs é uma das maiores façanhas da História. Observador perspicaz, narrador fino e irônico, expoente do jornalismo literário em língua portuguesa, Antonio Callado, fica bastante impressionado com o que vê no calor dos fatos acontecendo: enquanto os EUA bombardeavam o Norte do país em uma intensidade jamais vista, uma das mais originais experiências humanas se construía: o papel preponderante da mulher – inclusive na luta armada –, a alfabetização da população em curto espaço de tempo, a originalidade do socialismo à Ho Chi Minh. A população norte-vietnamita se autoimpôs três tarefas para cada indivíduo: a produção de comida, a alfabetização e a guerra contra a invasão americana. No espaço de trinta anos, o Vietnã expulsou de seu território os japoneses, os franceses e os americanos, levando o Autor a chamar os cidadãos e as cidadãs do país de “profissionais da independência”. O jornalismo de Callado tinha um profundo senso de justiça social, a ponto de ele declarar, anos depois do lançamento de Vietnã do Norte – Advertência aos invasores: "Não fui ao Vietnã para descobrir quem tinha razão. Isso eu já sabia”. Além de Quarup, A madona de cedro e Bar Don Juan , entre outros, Antonio Callado é autor de um dos mais importantes romances políticos brasileiros, Reflexos do baile ; é também dramaturgo, autor de peças como Pedro Mico. Sua jornalística inclui ainda O esqueleto na lagoa verde (Companhia das Letras), um clássico do jornalismo literário brasileiro. AUTOR ISBN PÁGINAS Antonio Callado 9786583744050 122
- O jornalismo como gênero literário | Casa Matinas
O jornalismo como gênero literário Brochura R$ 39,99 Loja parceira: UmLivro < Voltar Descrição Uma obra de referência sobre o Jornalismo Literário; o autor, pensador erudito e intelectual engajado nas grandes questões de seu tempo, faz um amplo painel dos gêneros literários, entre os quais inclui o tipo de jornalismo que trabalha sua escrita com “ênfase no meio de expressão”. Escrito em 1958, o ensaio de Alceu Amoroso Lima, que também assinava com o pseudônimo de Tristão de Athayde, participa de uma longa tradição nos estudos brasileiros das relações entre jornalismo e literatura – o Brasil é um dos países onde o Jornalismo Literário tem presença ampla. Sua observação de que “o destino da liberdade, em nossos dias, está intimamente ligado aos destinos da imprensa”, permanece atualíssima quase 70 anos depois, quando o mundo vive sob o império das fake news e da desinformação das redes sociais. Vislumbrando a polarização para a qual a humanidade se encaminharia nas décadas seguintes, ele afirma que o sectarismo é deformante, “tanto o sectarismo governista como o sectarismo oposicionista. Tanto o sectarismo da esquerda como o sectarismo da direita”. Apoiando-se em estudos filosóficos de estética, da classificação dos gêneros literários e das ideias de autores como o escritor francês André Gide e o crítico brasileiro Antônio Olinto, um dos pioneiros no estudo das conexões entre literatura e jornalismo no país, O jornalismo como gênero literário é um clássico sobre o tema. Alceu Amoroso Lima (1893-1983), um dos principais pensadores católicos do Brasil, foi crítico literário, jornalista, professor, diplomata, autor de cerca de 70 livros e membro da Academia Brasileira de Letras; teve atuação firme como opositor ao cerceamento da liberdade por parte da ditadura militar do período 1964-1985. Ganhou o Prêmio Jabuti de personalidade literária em 1979. Uma de suas formulações mais conhecidas é: “Os solitários são os verdadeiros mestres da sociabilidade, pois o amor ao próximo nutre-se dos frutos do deserto. E se o silêncio é a voz de Deus, a solidão é a sua presença ”. AUTOR ISBN PÁGINAS Alceu Amoroso Lima 9786583744067 82
- A imprensa na década republicana | Casa Matinas
A imprensa na década republicana Brochura R$ 44,99 Loja parceira: UmLivro < Voltar Descrição “A primeira e a mais eficaz garantia da liberdade das urnas é a liberdade da imprensa, e a imprensa está amordaçada”, afirma o autor, um dos mais importantes e polêmicos jornalistas de sua época. Monarquista combativo na Primeira República, dos maiores conhecedores da língua portuguesa (chegava a polemizar que Rui Barbosa não conhecia sua língua tão quanto ele), Carlos Maximiniano Pimenta de Laet (1847-1927), foi professor a vida inteira e jornalista incansável. Neste texto, de 1899, publicado pela primeira vez em um livro dedicado exclusivamente a ele (inicialmente, era um capítulo do segundo volume, de oito, da coleção A década republicana ), Laet faz uma espécie de recenseamento dos ataques recebidos pelos jornais de oposição pelos governos de Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e Prudente de Moraes, o primeiro presidente civil. Nesse período conturbado politicamente, não faltaram censura, empastelamento de gráficas, violência e até assassinatos de jornalistas e trabalhadores nas gráficas dos jornais. A passagem do final do Império para a República foi um período particularmente intenso da imprensa brasileira. Carlos de Laet era colaborador assíduo na maioria deles. Sua longeva coluna Microcosmo, foi publicada por dez no Jornal do Commercio , transferindo-se depois, para O Paiz , dois dos mais influentes jornais da época. Colaborou também com o Jornal do Brasil , o Comércio de São Paulo e Jornal . Dirigiu os veículos monarquistas Tribuna Liberal e Brazil . Uma das passagens mais importantes de A imprensa na década republicana , é o diálogo que ele tem com outro importante jornalista (e político) do período, Quintino Bocaiuva, então um dos homens fortes do governo provisório de Deodoro, levando Bocaiuva a assumir que a censura à imprensa estava em vigor logo nos primeiros dias republicanos. Esta edição inclui uma conferência dada por Carlos de Laet no Círculo Católico da Mocidade, no Rio de Janeiro, sobre o que ele chama de “a tirania da imprensa”. Nela, o autor toca nas questões ainda vivas mais de 120 anos depois, mormente nas redes sociais, sobre os crimes de injúria e difamação – tão comuns nas páginas do jornais da virada do século XIX para o XX. Sua fala nesse círculo também está repleta do que seus contemporâneos assinalavam com a marca do jornalista: sua natureza polemista, sempre abrilhantada pela ironia. Essas características levaram o historiador da imprensa brasileira Nelson Werneck Sodré a chamá-lo de “argumentador ágil e corrosivo”. Gilberto Amado dizia que a “sua colaboração para o anedotário nacional é enorme e incomparável”. Carlos de Laet é fundador da cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras, da qual foi presidente entre 1919 e 1922. Uma de suas polêmicas mais famosas foi com o escritor português Camilo Castelo Branco. Perseguido pelas forças republicanas, refugiou-se em São João de Rei (MG), onde escreveu seu principal livro, Em Minas . AUTOR ISBN PÁGINAS Carlos de Laet 9786583744159 117
- Um tipógrafo na colônia: Vida e obra de Silva Serva, precursor da imprensa | Casa Matinas
Um tipógrafo na colônia: Vida e obra de Silva Serva, precursor da imprensa Capa Dura R$ 69,99 Loja parceira: UmLivro < Voltar Descrição O primeiro jornal independente no Brasil, o bissemanal Idade D’Ouro do Brazil , foi impresso na tipografia do comerciante português Manuel Antônio da Silva Serva, em Salvador, na Bahia, em 1811. Este livro-reportagem escrito por um dos nossos principais jornalistas, Leão Serva, que é descendente distante do fundador da Tipografia Silva Serva, mostra o nascimento do primeiro periódico privado no território nacional: dos jornais que o precederam, um, o Correio Braziliense , era editado e impresso em Londres, e o outro, o Gazeta do Rio de Janeiro , era o veículo oficial da Imprensa Régia, trazida para o Rio de Janeiro com a vinda de D. João VI para o Brasil. Personagem de vida misteriosa, o homem de negócios Manuel Antônio da Silva Serva criou também o que pode ser considerada a primeira revista brasileira de ensaismo nos moldes das influentes Tatler e Spector inglesas do séc. XVIII, a efêmera A Variedades ou Ensaios de Literatura , que durou apenas três números em 1812. Fato curioso é que a revista era redigida pelo expatriado de Portugal, o maçom Diogo Soares da Silva e Bivar, que o redigia da prisão no Forte de São Pedro. Além do jornal e da revista, a tipografia de Silva Serva, que imprimiu um terço das publicações baianas em mais de três décadas (depois da sua morte, foi dirigida pela viúva e pelos filhos), também foi a maior editora de livros na Bahia. Ele vendia obras impressas em Salvador na Corte, no Rio, e em Portugal. Empreendedor, o tipógrafo não se acanhou em fazer publicações não autorizadas (a Imprensa Régia tinha o monopólio para imprimir grande parte das obras), tendo sido um dos pioneiros na “pirataria” de livros em nosso território. O ato que autorizou o funcionamento da primeira tipografia e do primeiro jornal privado no país também regulamentou o que pode ser considerado o primeiro manual de redação, pois ele estabelecia um programa do que a gazeta poderia ou não publicar: ela deveria apenas publicar os “ factos, sem interpor quaisquer reflexoens ”. O ato criou também a figura do censor, o primeiro deles sendo o próprio Conde dos Arcos, D. Marcos de Noronha e Brito, governador da capitania da Bahia entre 1810 e 1818. A imprensa no Brasil já nasceu censurada. Entre outras atividades, Silva Serva foi tesoureiro da Devoção do Senhor do Bonfim e incentivou a venda das “medidas”, hoje chamadas de “fitinhas” do Bonfim, que servem para dar sorte e, ironias da história, para serem usadas como marcadores de livro. Leão Renato Pinto Serva é jornalista, correspondente da TV Cultura na Europa, ex-correpondente de guerra na Europa do Leste e na África. Foi secretário de redação da Folha de S.Paulo e diretor de redação do Jornal da Tarde . É doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, professor de Ética e Jornalismo na ESPM-SP, autor entre outros de Jornalismo e desinformação (SENAC, 2001), A fórmula da emoção na fotografia de guerra (SESC, 2021) e A batalha de Sarajevo: rebobinada 1992-2012 (Editora Clube do Autor, 2020). Acompanhando o fotógrafo Sebastião Salgado, produziu uma série de reportagens sobre as populações indígenas brasileiras. AUTOR ISBN PÁGINAS Leão Serva 9786583744142 132
- Introdução aos cursos de filosofia da história: Tradução, apresentação e notas de Oliver Tolle | Casa Matinas
Introdução aos cursos de filosofia da história: Tradução, apresentação e notas de Oliver Tolle R$ 72,99 Capa Dura Loja parceira: UmLivro < Voltar Descrição Compilada por seus alunos em Berlim e publicada postumamente em 1837, a obra nos chega em nova tradução, clara e compreensível, feita pelo professor Oliver Tolle, da Universidade de São Paulo. Hegel (1770-1831) viveu em época turbulenta: a revolução francesa e o terror que a seguiu, as guerras napoleônicas, o colapso do Sacro Império Romano-Germânico e o fortalecimento dos nacionalismos. “Mas o que a experiência e a história ensinam é isso: que povos e governos jamais aprenderam algo da história e jamais agiram segundo ensinamentos que pudessem ser extraídos dela”, afirma nesta Introdução aos cursos de filosofia da história . Segundo Hegel, a história tem três momentos: no Oriente, onde só soberano era livre; no período greco-romano, onde alguns eram livres, mas existiam muitos escravos; e no mundo germânico-cristão, onde todos os homens são livres por natureza. Ela se define como o desenvolvimento da consciência da liberdade do espírito, espírito do qual “a formação do Estado é sua destinação última, um Estado que não apenas lhe dê proteção contra seus semelhantes, como ensinou Hobbes, mas também permita o pleno desenvolvimento como seres dotados da faculdade do conhecimento”, observa Oliver Tolle na apresentação. E, ainda segundo o filósofo, a história foi sendo construída em três fases: a) a história originária, narrada por aqueles que estiveram próximos aos acontecimentos, como Heródoto ou Tucídides; b) a história refletida (ou reflexiva), que tem formas variadas, podendo ser a história universal, a história crítica, a história pragmática e, por fim, a história que se faz como história parcial, por exemplo a história da arte ou da religião abstraída do restante; c) a história filosófica, que é capaz efetivamente de capturar a ordem espiritual subjacente aos principais eventos mundiais, posto que a “razão governa o mundo”. Tolle diz que “dentre as obras de Hegel, talvez esses Cursos de filosofia da história sejam uma das melhores portas de acesso para a compreensão de sua filosofia”. Um dos mais importantes filósofos alemães e representante do Idealismo Absoluto, ele é também autor da Fenomenologia do espírito e Diretrizes da filosofia do direito , a qual tem trechos incluídos neste volume. AUTOR ISBN PÁGINAS Georg W. F. Hegel 9786583744388 149
- Livros imperecíveis | Casa Matinas
Você pode se tornar um curador da casa matinas sugerindo livros que estão esgotados e fora do catálogo das editoras. LIVROS IMPERECÍVEIS Você pode se tornar um curador da casa matinas sugerindo livros que estão esgotados e fora do catálogo das editoras. Se o seu livro for publicado, nós daremos o crédito pela indicação e enviaremos gratuitamente a você um título do nosso catálogo a sua escolha. Muitas vezes, livros importantes estão indisponíveis por questões contratuais ou comerciais e até mesmo administrativas. É importante destacar que muitos livros ainda têm contrato ativo com as editoras. Nestes casos e em outros parecidos, a casa matinas não negociará as impressões diretamente com os autores ou agentes porque respeita os direitos adquiridos pelas editoras. Por favor, preencha os dados do livro sugerido e faremos uma investigação detalhada. Quem sabe esse não será o próximo livro da casa matinas? :) Sugestão de livro imperecível Seu nome completo* Email* Celular* Sugestão (título, autor e editora).* Enviar








